Desde os anos 80

Lucimar nasceu na fazenda em Goiás, filha de desbravadores que vieram de Minas com a cara e a coragem para trabalhar. Aos 18 anos, numa noite de “melar” no mato, ouviu o som das abelhas e nunca mais se separou delas.
O que começou como encantamento virou profissão, sustento e missão de vida. Há mais de 40 anos, Lucimar cuida das abelhas africanizadas do cerrado, colhendo mel de flores nativas do cerrado.
“Parece que elas não me deixam. Se eu boto uma caixa no chão, quando eu volto já tem um enxame dentro.”
As abelhas são responsáveis por 70% de toda a polinização no planeta. O mel que produzem é a menor das suas contribuições. O verdadeiro presente é a vida que sustentam em cada flor visitada.
Cada pote de mel carrega a assinatura da florada. A cor, o sabor e o aroma mudam conforme a origem floral. Mel de aroeira é claro e suave. Mel de flores como aroeira, angico e assa-peixe do cerrado é escuro e encorpado. As abelhas são fiéis: uma vez que escolhem uma flor, não mudam até esgotar a fonte.

Do apiário ao pote







Florada no mundo
Entrevista completa com Lucimar e Aurélio sobre mais de 40 anos de apicultura no cerrado goiano, tradição familiar e a união entre natureza e tecnologia.
O vídeo que uniu abelhas, cerrado e a Cybertruck, vencendo o concurso mundial da Tesla com a força da comunidade brasileira.